SIGEEI
← Todas as avaliações

Ficha de avaliação EICAT

Urochloa mutica

(Forssk.) T.Q.Nguyen

MN · Baixo

Avaliação histórica recuperada de registros do SIGEEI. A estrutura e os campos foram preservados; a confirmação permanece pendente.

Identificação e síntese

Nomes comunsadmirable (Espanhol), angolinha (Português), bengo (Português), braquiária (Português), capim-angola (Português), capim-bengo (Português), capim-branco (Português), capim-das-ilhas (Português), capim-de-cavalo (Português), capim-de-corte (Português), capim-de-lastro (Português), capim-de-pará (Português), capim-de-planta (Português), capim-fino (Português), capim-planta (Português), egipto (Espanhol), erva-do-pará (Português)
Síntese dos impactosPossível alelopatia, acúmulo de necromassa combustível, competição com vegetação nativa, alteração de características físicas dos ecossistemas.

Nomenclatura e vinculação

Nome original da avaliação EICATUrochloa mutica
Nome aceito atualUrochloa mutica
Sinônimos e nomes de fonteUrochloa mutica
Chave taxonômica GBIF2705848
Situação taxonômica GBIFACCEPTED

O nome original da avaliação é preservado. O nome aceito e os sinônimos servem para localização e conciliação, sem sobrescrever o registro EICAT histórico.

Taxonomia registrada

Classificação canônica recuperada da integração com o GBIF. O sistema explicita os níveis que a própria resposta do GBIF não informa.

ReinoPlantae
FiloTracheophyta
ClasseLiliopsida
OrdemPoales
FamíliaPoaceae
GêneroUrochloa
Bases de dados consultadasGISD,CABI Invasive Species Compendium,Base de dados Nacional (Instituto Hórus)

Avaliação de impactos

Há evidência de impacto ambiental?Sim

1. Redução no desempenho de indivíduos da biota nativa

Resposta: Sim

Mecanismos selecionados: (1) Competição,(6) Envenenamento / toxicidade,(10) Impacto físico no ecossistema

Evidências por mecanismo

Competição

Em estudo de regeneração natural em área de mineração abandonada, os autores encontraram que maiores coberturas de U. mutica estão correlacionadas com a menor cobertura de espécies nativas (Bayliss et al. 2006).

Envenenamento / toxicidade

Extrato aquoso de folhas de U. mutica inibe o desenvolvimento de raízes de L. sativa em experimentos de laboratório (Chou & Young 1975).

Impacto físico no ecossistema

In the dry season, there was evidence of adverse effects of para grass invasion on terrestrial invertebrates, but only compared with hymenachne. Mean richness and abundance in para grass were both lower than in hymenachne. This is due to the higher moisture content of hymenachne. In the wet season, there was evidence that para grass invasion would lead to reduced invertebrate biodiversity and abundance relative to Hymenachne, but not compared with wild rice. Para grass invasion will have variable impacts on terrestrial invertebrate richness and abundance depending on the grass communities that it displaces. While there may be no detectable changes where para grass displaces wild rice, where it displaces hymenachne, the changes will be great and this will likely have implications for other floodplain fauna (Douglas & Connor, 2004)

Referências: Bayliss, P., Bellairs, S. M., Manning, J., Pfitzner, K., Smith, H., Gardener, M., & Calvert, G. (2006, September). The impact of uncontrolled weeds on the rehabilitation success of Nabarlek uranium mine in Arnhem Land, Northern Territory. In Proceedings of the 15th Australian Weeds Conference, eds C. Preston, JH Watts and ND Crossman (pp. 305-8). Chou, C.H., Young, C.C. Phytotoxic substances in twelve subtropical grasses. J Chem Ecol 1, 183–193 (1975). https://doi.org/10.1007/BF00987867 Douglas, M.M., Connor, R.A. (2004) Effects of para grass (Urochloa mutica (Forssk.) T.Q.Nguyen) invasion on terrestrial invertebrates of a tropical floodplain. Fourteenth Australian Weeds Conference. http://caws.org.nz/old-site/awc/2004/awc200411531.pdf

2. Declínio no tamanho populacional de espécie nativa

Resposta: Não

3. Extinção local de população nativa

Resposta: Não

4. Reversibilidade da extinção local após remoção do táxon

Resposta: Nenhuma extinção registrada

Regiões, confiança e referências

Países ou regiões com impactos mais severosAustrália
Locais de maior impactoNorte da austrália
Grau de confiançaMédia
Justificativa da confiançaO impacto por alelopatia é inferido a partir de experimentos laboratoriais com L. sativa, pois não há testes em campo com a biota nativa. Foram encontrados trabalhos que não detectaram impactos da invasão de U. mutica em comparação com a comunidade nativa.
Referências adicionaisDouglas, M.M. and O'Connor, R.A. (2003), Effects of the exotic macrophyte, para grass (Urochloa mutica), on benthic and epiphytic macroinvertebrates of a tropical floodplain. Freshwater Biology, 48: 962-971. https://doi.org/10.1046/j.1365-2427.2003.01072.x

Proveniência e registro

Pessoa responsável pela análiseRafael Dudeque Zenni
VerificaçãoNão verificado
Data de publicação31/03/2021
Número da versão1
Editor da versão atualRafael
Origem da recuperaçãolegacy_yii_logs_and_public_pages