SIGEEI

Sistema de informação ambiental

Conhecimento científico para enfrentar invasões biológicas em unidades de conservação

O SIGEEI reúne espécies, ocorrências, avaliações de impacto, prioridades e ações de manejo em uma plataforma pública voltada à conservação da biodiversidade brasileira.

O SIGEEI

Uma infraestrutura aberta de conhecimento e apoio à gestão

O Sistema de Gerenciamento de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação auxilia a detecção, o registro, a avaliação, a priorização, o controle e o monitoramento de invasões biológicas dentro e ao redor de áreas protegidas.

As informações públicas podem ser consultadas sem cadastro. Gestores, especialistas e administradores entram na mesma plataforma para revisar evidências, registrar a situação local e manter o histórico auditável das decisões.

  • Consulta públicaConhecimento aberto, sem exigência de cadastro.
  • Escala nacionalUnidades de conservação de todo o Brasil.
  • Dados versionadosFontes, autoria e alterações preservadas.
  • Decisão auditávelEvidência científica separada da interpretação local.

Ciência aplicada à gestão

Um problema nacional, decisões orientadas por evidências

O SIGEEI transforma inventários, registros georreferenciados, avaliações de impacto e conhecimento local em diferentes camadas de decisão. Cada resultado mantém explícitos sua escala, sua fonte e seus limites de interpretação.

Panorama brasileiro

A diversidade de invasões exige informação integrada e continuamente atualizada

Uma revisão nacional harmonizada registrou 444 espécies exóticas invasoras no Brasil, abrangendo ambientes terrestres, de água doce e marinhos. A lista reúne 254 animais, 188 plantas e duas algas e foi construída com critérios comuns, revisão pública e harmonização taxonômica.

A mesma síntese mostrou que 20% dos primeiros registros ocorreram depois de 2000. O avanço recente, a movimentação de espécies entre regiões brasileiras e as lacunas de distribuição reforçam a necessidade de uma infraestrutura viva, em vez de listas estáticas.

Zenni et al. (2024) · panorama atualizado do Brasil
Presença registrada

Uma ocorrência documenta evidência em um lugar e conserva fonte, data, coordenadas, contexto e qualidade.

Situação da invasão

Estabelecimento, invasão e condição local exigem interpretação própria, registrada por gestores e especialistas.

Impacto e manejo

EICAT, prioridade e ação de manejo são camadas relacionadas, mas não são inferidas automaticamente de um ponto no mapa.

Três escalas complementares

Da espécie às rotas de introdução

As análises respondem perguntas distintas. Nenhum índice substitui a decisão fundamentada de gestores e especialistas.

Espécie × UC

O que manejar primeiro?

Dentro de uma unidade de conservação, a prioridade combina risco da espécie, estágio da invasão e frequência de ocorrência. Espécies de maior risco, em estágio inicial e ainda restritas oferecem oportunidades estratégicas de eliminação ou contenção.

Pr = R + S + F − 2Explorar prioridades de manejoZiller et al. (2020)
UC × UC

Onde prevenir e detectar cedo?

A comparação entre unidades combina a probabilidade de introdução associada às atividades humanas e a pressão de colonização representada por espécies registradas dentro e no entorno das áreas protegidas.

PCPI combina PI e CPIComparar unidades de conservaçãoGuimarães-Silva et al. (2024)
Rotas × vetores

Como reduzir novas introduções?

A análise nacional organiza soltura, escape, contaminantes, clandestinos, corredores e dispersão sem ajuda humana. As relações abrangem espécies presentes, contidas e ainda ausentes, apoiando prevenção e políticas setoriais.

1.296 relações · 557 espéciesConsultar rotas e vetoresZiller et al. (2026)

Da evidência espacial ao produto de gestão

Dados rastreáveis ganham contexto antes de orientar decisões

O SIGEEI preserva a origem de cada registro, aplica critérios explícitos de qualidade e oferece diferentes leituras espaciais sem transformar concentração de dados em abundância ou impacto.

01

Reunir e qualificar

A base consolidada de Sühs et al. (2025), o GBIF, registros manuais e outras fontes permanecem identificados com licença, data, contexto, coordenadas, incerteza e decisão de qualidade.

Sühs et al. (2025)
02

Interpretar no espaço

O mapa alterna entre evidências individuais, concentração de registros, focos com prioridade e riqueza por células, com filtros por espécie, UC, fonte, período e qualidade.

Explorar o mapa analítico
03

Produzir apoio à gestão

Diagnósticos de UCs, fichas de espécies, análises de lacunas, projetos de manejo, relatórios técnicos e exportações transformam a consulta em produtos reutilizáveis.

Abrir relatórios e documentos

Ciência aberta e reprodutível

Resultados que podem ser examinados, exportados e citados

Método, versão, insumos, autoria e justificativas permanecem ligados aos resultados para que sua origem e seus limites possam ser compreendidos.

Histórico auditável

Alterações taxonômicas, avaliações, decisões locais e ações de manejo preservam versões e responsáveis.

Execuções reproduzíveis

Cada cálculo científico mantém a versão do método, a fotografia dos insumos e a data de processamento.

Consultar execuções

Dados interoperáveis

Relatórios em XLSX e conjuntos em CSV permitem análise independente e conservam campos de proveniência.

Acessar exportações

Citação responsável

Orientações distinguem a citação do software das publicações, bases e normas empregadas em cada análise.

Como citar o SIGEEI

Conhecimento conectado

Da ocorrência ao manejo

01

Conhecer

Taxonomia, ocorrências, fontes, qualidade da evidência e distribuição em unidades de conservação.

02

Avaliar

Avaliações EICAT globais e situação local mantidas como níveis científicos distintos e complementares.

03

Priorizar

Prioridades para manejo de espécies e para prevenção e detecção precoce entre unidades de conservação.

04

Agir e acompanhar

Registro versionado de manejo, monitoramento, relatórios e decisões tomadas pelos responsáveis.

Alinhamento com referências oficiais para UCs federais

Reconhecimento e priorização do ICMBio integrados ao SIGEEI

A plataforma incorpora ao catálogo científico a lista reconhecida pela Portaria ICMBio nº 510/2025, mantém a proveniência de cada relação espécie–UC e reproduz os critérios da ferramenta de priorização para controle e erradicação em uma aba própria. O fluxo complementa as análises científicas e evita refazer decisões já consolidadas pelo órgão federal.

O SIGEEI não é uma fonte oficial do ICMBio

O SIGEEI é uma plataforma científico-técnica de apoio à gestão, desenvolvida pela Universidade Federal de Lavras. Não constitui canal, sistema ou manifestação oficial do ICMBio e não substitui atos normativos, orientações, formulários, autorizações ou outros documentos oficiais.

Suas funcionalidades são estruturadas para aplicar a legislação e as normas vigentes. Em caso de atualização ou divergência, prevalecem sempre os atos e documentos publicados pelos órgãos competentes.

História

De uma experiência local a uma plataforma nacional

O SIGEEI nasceu da colaboração entre pesquisa, gestão pública e organizações dedicadas às invasões biológicas. Sua renovação preserva o conhecimento acumulado e amplia a capacidade de integração científica.

  1. OrigemPesquisa e gestão de áreas protegidas

    O desenvolvimento foi impulsionado por projeto aprovado na chamada CNPq/ICMBio/FAPs nº 18/2017, articulando ciência aplicada e necessidades de gestão.

  2. Primeira implantaçãoExperiência no Parque Nacional do Itatiaia

    A estrutura inicial foi construída com dados disponíveis para o parque, permitindo testar cadastro, avaliação, priorização e manejo.

  3. 2021–2023Avaliações EICAT e ampliação das ocorrências

    Avaliações EICAT e ampliação das ocorrências validadas entre 2021 e 2023 como parte da Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção — GEF Pró-Espécies Todos contra extinção. Componente 3 – Prevenção, detecção precoce e resposta rápida de espécies exóticas invasoras.

    Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
    Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
    GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção
    GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção
  4. PreservaçãoRecuperação do patrimônio científico

    Dados históricos, avaliações EICAT, autoria e decisões foram preservados para que a modernização não apagasse a trajetória do sistema.

  5. Renovação · 2026Escala nacional e governança científica

    Com apoio da FINEP (edital MCTI/FINEP/FNDCT/Centros Temáticos 2023), em 2026 a plataforma passa a integrar CNUC, GBIF, dados externos, geoprocessamento, auditoria e ferramentas de apoio à decisão para unidades de conservação de todo o Brasil.

Construção interinstitucional

Desenvolvimento, cooperação e financiamento

Contribuição

Desenvolvimento e financiamento

UFLA

ICMBio

Contribuição

Apoio técnico e científico

Instituto Hórus

LEIMAC

Contribuição

Financiamento

CNPq

FINEP

Contribuição integrada

Desenvolvimento, apoio técnico e científico e financiamento

LEMAG

Programas nacionais

Apoio técnico, científico e financiamento

Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras

GEF Pró-Espécies

Conheça as contribuições e a fundamentação metodológica

Consulta pública

Explore o conhecimento reunido pelo SIGEEI

Não é necessário cadastro para consultar espécies, unidades de conservação, ocorrências, mapas, avaliações e prioridades.

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