SIGEEI

EICAT ASSESSMENT SHEET

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Environmental Impact Classification for Alien Taxa

Morus nigra

L.

CATEGORIA EICAT: MODERATE (MO) - MODERADO

Desloca espécies nativas. Compete por espaço, recursos ambientais e fauna frugívora dispersora de sementes. Extratos de todas as partes da planta são fitotóxicos indicando potencial alelopático.

IDENTIFICATION AND CLASSIFICATION

Scientific name
Morus nigra
Autoria
L.
Nomes comuns
amora-preta (Português), amoreira (Português), black mulberry (Inglês)
Data da avaliação
10/05/2021
Avaliação
Global, independente de unidade de conservação
Resultado
MODERATE (MO) - MODERADO

NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO

Kingdom
Plantae
Phylum
Tracheophyta
Class
Magnoliopsida
Order
Rosales
Family
Moraceae
Genus
Morus

PROVENIÊNCIA E REGISTRO

Pessoa responsável pela análise
Beloni Terezinha Pauli Marterer
Verificação
Não verificado
Verificado por
Não informado
Data da verificação
Não informada
Data de publicação
10/05/2021
Número da versão
1
Editor da versão atual
Não informado

RESUMO DA AVALIAÇÃO EICAT

Confiança EICAT
Média
Justificativa da confiança
Os mecanismos de impactos ainda não estão satisfatoriamente demonstrados nos estudos disponíveis.
Países/regiões de maior impacto
Caribe; Austrália; Brasil; Canadá; Cuba; Estados Unidos; África do Sul
Locais de maior impacto
Floresta estacional decidual do rio Uruguai e Floresta Ombrófila Mista, Brasil;.
Espécies impactadas
Não informado
SÍNTESE DOS IMPACTOS

Desloca espécies nativas. Compete por espaço, recursos ambientais e fauna frugívora dispersora de sementes. Extratos de todas as partes da planta são fitotóxicos indicando potencial alelopático.

AVALIAÇÃO COMPLETA CONFORME O EICAT

As respostas, os mecanismos, as evidências e as referências abaixo preservam a estrutura da avaliação registrada no SIGEEI.

00. O táxon exótico causou impactos ambientais?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

01. O táxon exótico causou reduções no desempenho de indivíduos na biota nativa?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
(1) Competição,(6) Envenenamento / toxicidade
Evidência
Competição: Em 274 amostras de fezes registrou-se cerca de 500 sementes de amora. O primeiro registro de sementes foi com 15 minutos (n=2) e o último aos 115 minutos (n=4) após a ingestão do fruto. O tempo médio de transito gastrointestinal das sementes para as três espécies foi de 52 minutos e 80% foram defecadas até 65 minutos pósingestão. Levando-se em consideração o tipo de fruto e a espécie de ave, há grande variação no tempo de retenção quando comparamos com outras espécies de aves, sendo no geral mais lento. Dessa forma, pode-se aumentar o grau de dispersão dessas sementes para áreas mais distantes da planta-mãe, aumentando as chances de sobrevivência da plântula, de acordo com a hipótese de Janzen e Connell. Os Turdus se demonstraram eficientes dispersores de sementes de Morus nigra, e por habitarem tanto o ambiente natural como o urbanizado, há possibilidade de intercambio dessas sementes entre os ambientes pela ação dos sabiás. (Dourado, 2015) Envenenamento / toxicidade: M. nigra fruit and leaf extracts are phytotoxic, affecting germination and initial growth of L. sativa, and also the integrity of seedling membranes. In general, the fruit extract was less phytotoxic than the fresh and dry leaf extracts. This indicates the allelopathic potential of the species, possibly through decomposition and lixiviation by rain of allelochemicals from leaf and fruit. However, field studies are still necessary to comprehend whether allelopathy is indeed involved in the invasiveness of M. nigra. (Vieira et al. 2018)
Referências
DOURADO, Matheus de Araújo. Tempo de trânsito gastrointestinal de diferentes frutos e taxa de germinação de Morus nigra pós passagem pelo trato em Sabiás-barranco (Turdus leucomelas). 2015. 24 f. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado - Ciências Biológicas) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2015. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/131737; Vieira,L.R., Silva, E.R., Soares, G.L.G., Fior, C.S., Ethur, E.M., Lucélia Hoehne & Freitas, E.M. (2018) Phytotoxic effects of Morus nigra aqueous extract on germination and seedling growth of Lactuca sativa Rodriguésia 69(4): 2153-2161. 2018 http://rodriguesia.jbrj.gov.br DOI: 10.1590/2175-7860201869443 https://www.scielo.br/pdf/rod/v69n4/2175-7860-rod-69-04-2153.pdf

02. O táxon exótico causou declínio no tamanho da população de alguma espécie nativa?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
(1) Competição
Evidência
Competição: for leaf traits, some species (e.g., Morus nigra and Hovenia dulcis) occupy marginal spaces. Overall, these results suggest that non-natives may become invasive by exploring different strategies, such as occurring in marginal functional niches or competing in spaces with a higher number of species. (Larsen et al. 2020)
Referências
LARSEN,J.G. FOCKINK, G.D., REDIN, C.L., SANTOS JÚNIOR, C.F., ZANGALLI, C., CORREOSO,C.T.C., SANTOS, G.N., BUSS, T.O.L., SANTOS,V., SILVA, A.C. & HIGUCHI, P. (2020) Functional niche differences between native and invasive tree species from the southern Brazilian mixed forest. An Acad Bras Cienc (2020) 92(3): e20200410 DOI 10.1590/0001-3765202020200410. https://www.scielo.br/pdf/aabc/v92n3/0001-3765-aabc-92-03-e20200410.pdf;

03. O táxon exótico causou a extinção local de pelo menos uma população de alguma espécie nativa?

Resposta
Não
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

04. A extinção local observada é reversível ou irreversível se o táxon exótico for removido?

Resposta
Nenhuma extinção registrada
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

INFORMAÇÕES ADICIONAIS DA AVALIAÇÃO

Vias de introdução/dispersão
Animal vetor, humano, comércio de mudas, pessoas trocando recursos naturais, uso ornamental e alimentar
Comentários e informações adicionais
Não informado
Referências adicionais sobre impactos
ZENNI R.D. & ZILLER S.R. (2011) An overview of invasive plants in Brazil. Brazilian J Bot 34(3): 431-446.; González-Torres,L.R., Rankin, R. y Palmarola, A. (2012). Plantas invasoras en Cuba. Bissea. 6, 1: https://biblioteca.ihatuey.cu/link/libros/agronomia/plantas_invasoras.pdf; Randall, R.P. (2007). The Introduced Flora of Australia and its Weed Status. https://wildlife.lowecol.com.au/wp-content/uploads/sites/25/Intro-Flora-Australia.pdf
Bases de dados consultadas
GRIIS,CABI Invasive Species Compendium,Base de dados Nacional (Instituto Hórus)
Comentários taxonômicos
Não informado

NOTAS DE INTERPRETAÇÃO PARA O SIGEEI

PRESENÇA NÃO É IMPACTO LOCAL

Esta ficha representa uma avaliação global da espécie. Ela não declara, por si só, que Morus nigra esteja estabelecida, invasora ou causando impacto em uma unidade de conservação específica. Essa distinção deve ser registrada separadamente pelos gestores e especialistas responsáveis pela unidade.

REFERÊNCIAS

  • ZENNI R.D. & ZILLER S.R. (2011) An overview of invasive plants in Brazil. Brazilian J Bot 34(3): 431-446.; González-Torres,L.R., Rankin, R. y Palmarola, A. (2012). Plantas invasoras en Cuba. Bissea. 6, 1: https://biblioteca.ihatuey.cu/link/libros/agronomia/plantas_invasoras.pdf; Randall, R.P. (2007). The Introduced Flora of Australia and its Weed Status. https://wildlife.lowecol.com.au/wp-content/uploads/sites/25/Intro-Flora-Australia.pdf
  • DOURADO, Matheus de Araújo. Tempo de trânsito gastrointestinal de diferentes frutos e taxa de germinação de Morus nigra pós passagem pelo trato em Sabiás-barranco (Turdus leucomelas). 2015. 24 f. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado - Ciências Biológicas) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2015. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/131737; Vieira,L.R., Silva, E.R., Soares, G.L.G., Fior, C.S., Ethur, E.M., Lucélia Hoehne & Freitas, E.M. (2018) Phytotoxic effects of Morus nigra aqueous extract on germination and seedling growth of Lactuca sativa Rodriguésia 69(4): 2153-2161. 2018 http://rodriguesia.jbrj.gov.br DOI: 10.1590/2175-7860201869443 https://www.scielo.br/pdf/rod/v69n4/2175-7860-rod-69-04-2153.pdf
  • LARSEN,J.G. FOCKINK, G.D., REDIN, C.L., SANTOS JÚNIOR, C.F., ZANGALLI, C., CORREOSO,C.T.C., SANTOS, G.N., BUSS, T.O.L., SANTOS,V., SILVA, A.C. & HIGUCHI, P. (2020) Functional niche differences between native and invasive tree species from the southern Brazilian mixed forest. An Acad Bras Cienc (2020) 92(3): e20200410 DOI 10.1590/0001-3765202020200410. https://www.scielo.br/pdf/aabc/v92n3/0001-3765-aabc-92-03-e20200410.pdf;

Financiamento: Projeto Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção - (GEF Pró-Espécies) Todos contra extinção. Componente 3 - Prevenção, detecção precoce e resposta rápida de espécies exóticas invasoras.

Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção
GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção

Fonte da ficha: SIGEEI - https://sigeei.ufla.br