SIGEEI
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Ficha de avaliação EICAT

Morus nigra

L.

MO · Moderado

Avaliação histórica recuperada de registros do SIGEEI. A estrutura e os campos foram preservados; a confirmação permanece pendente.

Identificação e síntese

Nomes comunsamora-preta (Português), amoreira (Português), black mulberry (Inglês)
Síntese dos impactosDesloca espécies nativas. Compete por espaço, recursos ambientais e fauna frugívora dispersora de sementes. Extratos de todas as partes da planta são fitotóxicos indicando potencial alelopático.

Taxonomia registrada

Classificação canônica recuperada da integração com o GBIF. O sistema explicita os níveis que a própria resposta do GBIF não informa.

ReinoPlantae
FiloTracheophyta
ClasseMagnoliopsida
OrdemRosales
FamíliaMoraceae
GêneroMorus
Bases de dados consultadasGRIIS,CABI Invasive Species Compendium,Base de dados Nacional (Instituto Hórus)

Avaliação de impactos

Há evidência de impacto ambiental?Sim

1. Redução no desempenho de indivíduos da biota nativa

Resposta: Sim

Mecanismos selecionados: (1) Competição,(6) Envenenamento / toxicidade

Evidências por mecanismo

Competição

Em 274 amostras de fezes registrou-se cerca de 500 sementes de amora. O primeiro registro de sementes foi com 15 minutos (n=2) e o último aos 115 minutos (n=4) após a ingestão do fruto. O tempo médio de transito gastrointestinal das sementes para as três espécies foi de 52 minutos e 80% foram defecadas até 65 minutos pósingestão. Levando-se em consideração o tipo de fruto e a espécie de ave, há grande variação no tempo de retenção quando comparamos com outras espécies de aves, sendo no geral mais lento. Dessa forma, pode-se aumentar o grau de dispersão dessas sementes para áreas mais distantes da planta-mãe, aumentando as chances de sobrevivência da plântula, de acordo com a hipótese de Janzen e Connell. Os Turdus se demonstraram eficientes dispersores de sementes de Morus nigra, e por habitarem tanto o ambiente natural como o urbanizado, há possibilidade de intercambio dessas sementes entre os ambientes pela ação dos sabiás. (Dourado, 2015)

Envenenamento / toxicidade

M. nigra fruit and leaf extracts are phytotoxic, affecting germination and initial growth of L. sativa, and also the integrity of seedling membranes. In general, the fruit extract was less phytotoxic than the fresh and dry leaf extracts. This indicates the allelopathic potential of the species, possibly through decomposition and lixiviation by rain of allelochemicals from leaf and fruit. However, field studies are still necessary to comprehend whether allelopathy is indeed involved in the invasiveness of M. nigra. (Vieira et al. 2018)

Referências: DOURADO, Matheus de Araújo. Tempo de trânsito gastrointestinal de diferentes frutos e taxa de germinação de Morus nigra pós passagem pelo trato em Sabiás-barranco (Turdus leucomelas). 2015. 24 f. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado - Ciências Biológicas) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2015. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/131737; Vieira,L.R., Silva, E.R., Soares, G.L.G., Fior, C.S., Ethur, E.M., Lucélia Hoehne & Freitas, E.M. (2018) Phytotoxic effects of Morus nigra aqueous extract on germination and seedling growth of Lactuca sativa Rodriguésia 69(4): 2153-2161. 2018 http://rodriguesia.jbrj.gov.br DOI: 10.1590/2175-7860201869443 https://www.scielo.br/pdf/rod/v69n4/2175-7860-rod-69-04-2153.pdf

2. Declínio no tamanho populacional de espécie nativa

Resposta: Sim

Mecanismos selecionados: (1) Competição

Evidências por mecanismo

Competição

for leaf traits, some species (e.g., Morus nigra and Hovenia dulcis) occupy marginal spaces. Overall, these results suggest that non-natives may become invasive by exploring different strategies, such as occurring in marginal functional niches or competing in spaces with a higher number of species. (Larsen et al. 2020)

Referências: LARSEN,J.G. FOCKINK, G.D., REDIN, C.L., SANTOS JÚNIOR, C.F., ZANGALLI, C., CORREOSO,C.T.C., SANTOS, G.N., BUSS, T.O.L., SANTOS,V., SILVA, A.C. & HIGUCHI, P. (2020) Functional niche differences between native and invasive tree species from the southern Brazilian mixed forest. An Acad Bras Cienc (2020) 92(3): e20200410 DOI 10.1590/0001-3765202020200410. https://www.scielo.br/pdf/aabc/v92n3/0001-3765-aabc-92-03-e20200410.pdf;

3. Extinção local de população nativa

Resposta: Não

4. Reversibilidade da extinção local após remoção do táxon

Resposta: Nenhuma extinção registrada

Regiões, confiança e referências

Países ou regiões com impactos mais severosCaribe; Austrália; Brasil; Canadá; Cuba; Estados Unidos; África do Sul
Locais de maior impactoFloresta estacional decidual do rio Uruguai e Floresta Ombrófila Mista, Brasil;.
Grau de confiançaMédia
Justificativa da confiançaOs mecanismos de impactos ainda não estão satisfatoriamente demonstrados nos estudos disponíveis.
Vias e vetores de introduçãoAnimal vetor, humano, comércio de mudas, pessoas trocando recursos naturais, uso ornamental e alimentar
Referências adicionaisZENNI R.D. & ZILLER S.R. (2011) An overview of invasive plants in Brazil. Brazilian J Bot 34(3): 431-446.; González-Torres,L.R., Rankin, R. y Palmarola, A. (2012). Plantas invasoras en Cuba. Bissea. 6, 1: https://biblioteca.ihatuey.cu/link/libros/agronomia/plantas_invasoras.pdf; Randall, R.P. (2007). The Introduced Flora of Australia and its Weed Status. https://wildlife.lowecol.com.au/wp-content/uploads/sites/25/Intro-Flora-Australia.pdf

Proveniência e registro

Pessoa responsável pela análiseBeloni Terezinha Pauli Marterer
VerificaçãoNão verificado
Data de publicação10/05/2021
Número da versão1
Origem da recuperaçãolegacy_yii_logs_and_public_pages