SIGEEI

EICAT ASSESSMENT SHEET

EICAT ASSESSMENT SHEET

Environmental Impact Classification for Alien Taxa

Pinus taeda

L.

CATEGORIA EICAT: MODERATE (MO) - MODERADO

competição com espécies nativas e acúmulo de acículas no solo.

IDENTIFICATION AND CLASSIFICATION

Scientific name
Pinus taeda
Autoria
L.
Nomes comuns
pínus, pinheiro, pinheiro-amarelo
Data da avaliação
13/04/2021
Avaliação
Global, independente de unidade de conservação
Resultado
MODERATE (MO) - MODERADO

NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO

Kingdom
Plantae
Phylum
Tracheophyta
Class
Pinopsida
Order
Pinales
Family
Pinaceae
Genus
Pinus

PROVENIÊNCIA E REGISTRO

Pessoa responsável pela análise
Rafael Dudeque Zenni
Verificação
Não verificado
Verificado por
Não informado
Data da verificação
Não informada
Data de publicação
13/04/2021
Número da versão
1
Editor da versão atual
Rafael

RESUMO DA AVALIAÇÃO EICAT

Confiança EICAT
Média
Justificativa da confiança
A espécie é bem conhecida e há trabalhos que avaliam o impacto. Porém, as invasões são recentes (menos de 50 anos) e o impacto pode aumentar com o tempo.
Países/regiões de maior impacto
Brasil; Uruguai; África do Sul
Locais de maior impacto
Campos e florestas degradadas
Espécies impactadas
Não informado
SÍNTESE DOS IMPACTOS

competição com espécies nativas e acúmulo de acículas no solo.

AVALIAÇÃO COMPLETA CONFORME O EICAT

As respostas, os mecanismos, as evidências e as referências abaixo preservam a estrutura da avaliação registrada no SIGEEI.

00. O táxon exótico causou impactos ambientais?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

01. O táxon exótico causou reduções no desempenho de indivíduos na biota nativa?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
(6) Envenenamento / toxicidade
Evidência
Envenenamento / toxicidade: 1. A germinação, o comprimento de radícula e de epicótilo e a velocidade de germinação de Avena strigosa são afetados quando cultivadas na presença de extrato aquoso de acícula verde de Pinus taeda, principalmente nas maiores concentrações do extrato. Extratos aquosos de acícula moderadamente decomposta e em decomposição avançada não afetam a germinação e o desenvolvimento de plântulas de Avena strigosa.
Referências
1. Sartor, Laércio Ricardo, Adami, Paulo Fernando, Chini, Nelso, Martin, Thomas Newton, Marchese, José Abramo, & Soares, André Brugnara. (2009). Alelopatia de acículas de Pinus taeda na germinação e no desenvolvimento de plântulas de Avena strigosa. Ciência Rural, 39(6), 1653-1659. https://doi.org/10.1590/S0103-84782009000600004

02. O táxon exótico causou declínio no tamanho da população de alguma espécie nativa?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
(1) Competição,(10) Impacto físico no ecossistema
Evidência
Competição: 1. Plots with Pinus taeda have lower forest tree density than plots lacking Pinus, and Pinus taeda abundance decreased with increases in tree density. Forest tree density varied from 35 to 1,616 plants ha−1, and Pinus were found only in plots with tree densities below 805 plants ha−1. Plots with intermediate native tree densities were colonized only by P. elliottii and P. taeda, and plots with lower native tree densities and old fields were colonized by all three invasive species. Impacto físico no ecossistema: 2. A comparação dos parâmetros da vegetação entre os tratamentos mostrou que houve diferença na riqueza média entre os tratamentos. No tratamento TESTEMUNHA (ausência de pínus) registrou-se riqueza superior ao tratamento COM PINUS, e neste, riqueza superior ao tratamento MANEJO. A cobertura vegetal total (todas as formas de vida) foi maior na TESTEMUNHA, seguida de MANEJO e COM PINUS. A cobertura de espécies herbáceas diferiu entre os tratamentos, com as médias do TESTEMUNHA superiores a MANEJO e COM PINUS. Não houve diferenças entre os tratamentos para a cobertura de espécies arbustivo-arbóreas. A partir das análises de correlações realizadas no tratamento COM PINUS, verificou-se que a cobertura de acículas está inversamente relacionada à riqueza de espécies herbáceas, potencialmente indicando interferência das acículas sobre a sobrevivência de espécies nativas. Da mesma forma, no tratamento MANEJO houve relação inversa entre a cobertura de acículas e a cobertura de herbáceas e entre a presença de troncos cortados e a cobertura herbácea, embora essa correlação seja fraca. As relações entre as coberturas de acículas e troncos e a riqueza e cobertura de espécies arbustivo-arbóreas não foram significativas.
Referências
1. Zenni, R.D., Simberloff, D. Number of source populations as a potential driver of pine invasions in Brazil. Biol Invasions 15, 1623–1639 (2013). https://doi.org/10.1007/s10530-012-0397-4 2. FALLEIROS, Renan Macari; ZENNI, Rafael Dudeque; ZILLER, Sílvia Renate. INVASÃO E MANEJO DE Pinus taeda EM CAMPOS DE ALTITUDE DO PARQUE ESTADUAL DO PICO PARANÁ, PARANÁ, BRASIL. FLORESTA, [S.l.], v. 41, n. 1, apr. 2011. ISSN 1982-4688. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/floresta/article/view/21193>. Acesso em: 13 apr. 2021. doi:http://dx.doi.org/10.5380/rf.v41i1.21193.

03. O táxon exótico causou a extinção local de pelo menos uma população de alguma espécie nativa?

Resposta
Não
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

04. A extinção local observada é reversível ou irreversível se o táxon exótico for removido?

Resposta
Nenhuma extinção registrada
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

INFORMAÇÕES ADICIONAIS DA AVALIAÇÃO

Vias de introdução/dispersão
agricultura
Comentários e informações adicionais
Manejo teve custo total de R$ 199,00 por hectare.
Referências adicionais sobre impactos
não
Bases de dados consultadas
Base de dados Nacional (Instituto Hórus)
Comentários taxonômicos
Não informado

NOTAS DE INTERPRETAÇÃO PARA O SIGEEI

PRESENÇA NÃO É IMPACTO LOCAL

Esta ficha representa uma avaliação global da espécie. Ela não declara, por si só, que Pinus taeda esteja estabelecida, invasora ou causando impacto em uma unidade de conservação específica. Essa distinção deve ser registrada separadamente pelos gestores e especialistas responsáveis pela unidade.

REFERÊNCIAS

  • não
  • 1. Sartor, Laércio Ricardo, Adami, Paulo Fernando, Chini, Nelso, Martin, Thomas Newton, Marchese, José Abramo, & Soares, André Brugnara. (2009). Alelopatia de acículas de Pinus taeda na germinação e no desenvolvimento de plântulas de Avena strigosa. Ciência Rural, 39(6), 1653-1659. https://doi.org/10.1590/S0103-84782009000600004
  • 1. Zenni, R.D., Simberloff, D. Number of source populations as a potential driver of pine invasions in Brazil. Biol Invasions 15, 1623–1639 (2013). https://doi.org/10.1007/s10530-012-0397-4 2. FALLEIROS, Renan Macari; ZENNI, Rafael Dudeque; ZILLER, Sílvia Renate. INVASÃO E MANEJO DE Pinus taeda EM CAMPOS DE ALTITUDE DO PARQUE ESTADUAL DO PICO PARANÁ, PARANÁ, BRASIL. FLORESTA, [S.l.], v. 41, n. 1, apr. 2011. ISSN 1982-4688. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/floresta/article/view/21193>. Acesso em: 13 apr. 2021. doi:http://dx.doi.org/10.5380/rf.v41i1.21193.

Financiamento: Projeto Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção - (GEF Pró-Espécies) Todos contra extinção. Componente 3 - Prevenção, detecção precoce e resposta rápida de espécies exóticas invasoras.

Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção
GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção

Fonte da ficha: SIGEEI - https://sigeei.ufla.br