Ficha de avaliação EICAT
Pinus taeda
MO · Moderado
Avaliação histórica recuperada de registros do SIGEEI. A estrutura e os campos foram preservados; a confirmação permanece pendente.
Identificação e síntese
Taxonomia registrada
Classificação canônica recuperada da integração com o GBIF. O sistema explicita os níveis que a própria resposta do GBIF não informa.
Avaliação de impactos
1. Redução no desempenho de indivíduos da biota nativa
Resposta: Sim
Mecanismos selecionados: (6) Envenenamento / toxicidade
Evidências por mecanismo
1. A germinação, o comprimento de radícula e de epicótilo e a velocidade de germinação de Avena strigosa são afetados quando cultivadas na presença de extrato aquoso de acícula verde de Pinus taeda, principalmente nas maiores concentrações do extrato. Extratos aquosos de acícula moderadamente decomposta e em decomposição avançada não afetam a germinação e o desenvolvimento de plântulas de Avena strigosa.
Referências: 1. Sartor, Laércio Ricardo, Adami, Paulo Fernando, Chini, Nelso, Martin, Thomas Newton, Marchese, José Abramo, & Soares, André Brugnara. (2009). Alelopatia de acículas de Pinus taeda na germinação e no desenvolvimento de plântulas de Avena strigosa. Ciência Rural, 39(6), 1653-1659. https://doi.org/10.1590/S0103-84782009000600004
2. Declínio no tamanho populacional de espécie nativa
Resposta: Sim
Mecanismos selecionados: (1) Competição,(10) Impacto físico no ecossistema
Evidências por mecanismo
1. Plots with Pinus taeda have lower forest tree density than plots lacking Pinus, and Pinus taeda abundance decreased with increases in tree density. Forest tree density varied from 35 to 1,616 plants ha−1, and Pinus were found only in plots with tree densities below 805 plants ha−1. Plots with intermediate native tree densities were colonized only by P. elliottii and P. taeda, and plots with lower native tree densities and old fields were colonized by all three invasive species.
2. A comparação dos parâmetros da vegetação entre os tratamentos mostrou que houve diferença na riqueza média entre os tratamentos. No tratamento TESTEMUNHA (ausência de pínus) registrou-se riqueza superior ao tratamento COM PINUS, e neste, riqueza superior ao tratamento MANEJO. A cobertura vegetal total (todas as formas de vida) foi maior na TESTEMUNHA, seguida de MANEJO e COM PINUS. A cobertura de espécies herbáceas diferiu entre os tratamentos, com as médias do TESTEMUNHA superiores a MANEJO e COM PINUS. Não houve diferenças entre os tratamentos para a cobertura de espécies arbustivo-arbóreas. A partir das análises de correlações realizadas no tratamento COM PINUS, verificou-se que a cobertura de acículas está inversamente relacionada à riqueza de espécies herbáceas, potencialmente indicando interferência das acículas sobre a sobrevivência de espécies nativas. Da mesma forma, no tratamento MANEJO houve relação inversa entre a cobertura de acículas e a cobertura de herbáceas e entre a presença de troncos cortados e a cobertura herbácea, embora essa correlação seja fraca. As relações entre as coberturas de acículas e troncos e a riqueza e cobertura de espécies arbustivo-arbóreas não foram significativas.
Referências: 1. Zenni, R.D., Simberloff, D. Number of source populations as a potential driver of pine invasions in Brazil. Biol Invasions 15, 1623–1639 (2013). https://doi.org/10.1007/s10530-012-0397-4 2. FALLEIROS, Renan Macari; ZENNI, Rafael Dudeque; ZILLER, Sílvia Renate. INVASÃO E MANEJO DE Pinus taeda EM CAMPOS DE ALTITUDE DO PARQUE ESTADUAL DO PICO PARANÁ, PARANÁ, BRASIL. FLORESTA, [S.l.], v. 41, n. 1, apr. 2011. ISSN 1982-4688. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/floresta/article/view/21193>. Acesso em: 13 apr. 2021. doi:http://dx.doi.org/10.5380/rf.v41i1.21193.
3. Extinção local de população nativa
Resposta: Não
4. Reversibilidade da extinção local após remoção do táxon
Resposta: Nenhuma extinção registrada