Ficha de avaliação EICAT
Terminalia catappa
MO · Moderado
Avaliação histórica recuperada de registros do SIGEEI. A estrutura e os campos foram preservados; a confirmação permanece pendente.
Identificação e síntese
Nomenclatura e vinculação
O nome original da avaliação é preservado. O nome aceito e os sinônimos servem para localização e conciliação, sem sobrescrever o registro EICAT histórico.
Taxonomia registrada
Classificação canônica recuperada da integração com o GBIF. O sistema explicita os níveis que a própria resposta do GBIF não informa.
Avaliação de impactos
1. Redução no desempenho de indivíduos da biota nativa
Resposta: Sim
Mecanismos selecionados: (6) Envenenamento / toxicidade
Evidências por mecanismo
Diante da metodologia aplicada e dos resultados obtidos utilizando os extratos, partições e sub-frações de T. catappa foi possível comprovar a atividade alelopática desta espécie, evidenciada na natureza, através da caracterização das substâncias aleloquímicas (Baratelli, 2006).
Referências: Baratelli, T. G. 2016. Estudo das propriedades alelopáticas vegetais: investigação de substâncias aleloquímicas em Terminalia catappaa L. (Combretacea). 199p. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
2. Declínio no tamanho populacional de espécie nativa
Resposta: Sim
Mecanismos selecionados: (6) Envenenamento / toxicidade,(10) Impacto físico no ecossistema,(11) Impacto estrutural no ecossistema
Evidências por mecanismo
A presença da espécie exótica invasora T. catappa resultou em uma diminuição da cobertura e da riqueza total dos indivíduos de espécies nativas. Com relação à composição das espécies, nossos resultados também indicaram que a presença das árvores de T. catappa afeta a composição da comunidade de plantas que ocorre sob as suas copas. Alelopatia, redução da luminosidade, a alteração dos ciclos biogeoquímicos e a interferência da raiz são os principais responsáveis pela alteração da vegetação nativa observada (Machado, 2019).
Por outro lado, as espécies Wedelia trilobata e Pleopeltis lepidopteris, que também toleram sombra e são dispersas pelo vento, ocorrem exclusivamente nas áreas controle, confirmando a literatura que afirma que essas são espécies de restinga herbácea/subarbustiva e arbustiva, de modo que a formação de um ambiente mais fechado pela presença de indivíduos arbóreos e com copa ampla, como é o caso de T. catappa, pode estar dificultando a entrada e estabelecimento de espécies de plantas que apresentam dispersão anemocórica (Machado, 2019).
A presença da espécie exótica invasora T. catappa resultou em uma diminuição da cobertura e da riqueza total dos indivíduos de espécies nativas. Com relação à composição das espécies, nossos resultados também indicaram que a presença das árvores de T. catappa afeta a composição da comunidade de plantas que ocorre sob as suas copas. Alelopatia, redução da luminosidade, a alteração dos ciclos biogeoquímicos e a interferência da raiz são os principais responsáveis pela alteração da vegetação nativa observada (Machado, 2019).
Referências: Machado, L. P. 2019. Impacto de Terminalia catappa L. na regeneração de restinga no sul do Brasil. 62p. Universidade Federal de Santa Catarina.
3. Extinção local de população nativa
Resposta: Não
4. Reversibilidade da extinção local após remoção do táxon
Resposta: Nenhuma extinção registrada