Ficha de avaliação EICAT
Isognomon bicolor C. B. Adams, 1845
MO · Moderado
Avaliação histórica recuperada de registros do SIGEEI. A estrutura e os campos foram preservados; a confirmação permanece pendente.
Identificação e síntese
Síntese dos impactosEfeito deletério em organismos nativos.
Taxonomia registrada
Classificação canônica recuperada da integração com o GBIF. O sistema explicita os níveis que a própria resposta do GBIF não informa.
ReinoAnimalia
FiloMollusca
ClasseBivalvia
OrdemOstreida
FamíliaIsognomonidae
GêneroIsognomon
Bases de dados consultadasOutra,WoRMS
Avaliação de impactos
Há evidência de impacto ambiental?Sim
1. Redução no desempenho de indivíduos da biota nativa
Resposta: Não
2. Declínio no tamanho populacional de espécie nativa
Resposta: Sim
Mecanismos selecionados: (1) Competição
Evidências por mecanismo
Competição
Competição por espaço.
Referências: Rabelo, E. F., Queiroz, A. C. F., Barros, L. F. C., Chaves, N. C. S., Martins, I. X., Matthews-Cascon, H. 2011. Espécies invasoras no litoral do Rio Grande do Norte, Brasil: Impacto para espécies nativas? Memorias del Simposio Iberoamericano de Biodiversidad Marina y Cambio Climático. 113 pp.
3. Extinção local de população nativa
Resposta: Não
4. Reversibilidade da extinção local após remoção do táxon
Resposta: Nenhuma extinção registrada
Regiões, confiança e referências
Países ou regiões com impactos mais severosNenhum local
Locais de maior impactoCostões rochosos ao redor do mundo.
Grau de confiançaAlta
Justificativa da confiançaNo Nordeste, há registros para o litoral do Ceará (Matthews-Cascon e Lotufo, 2006) e, para o litoral Oeste do Rio Grande do Norte, há somente um registro (Silva et al., 2011). Em vários pontos da costa brasileira I. bicolor tem se estabelecido com densas populações na faixa entre marés antes ocupada por Perna perna e Tetraclita stalactifera (Rocha, 2002). Entretanto, a extensão dos danos causados pela introdução dessa espécie ainda é desconhecida. Fernandes et al. (2004) comentam que I. bicolor tem demonstrado uma expansão extremamente rápida ao longo da costa do estado do Rio de Janeiro, ocupando a zona intertidal do litoral, onde os bivalves P. perna, Brachidontes solisianus, C. rizophorae e a craca Tetraclita stalactifera, tradicionalmente ocorrem. Segundo os mesmos autores, estudos prévios têm relatado efeitos deletérios da I. bicolor à biota nativa em algumas regiões do estado do Rio de Janeiro, e por isso, é considerado uma espécie invasora que representa uma ameaça para a biodiversidade e a comunidade nativa de costões rochosos. Domaneschi e Martins (2002) verificaram que I. bicolor invadiu costões de São Sebastião, disputando espaço e reduzindo drasticamente a presença antes maciça dos bivalves autóctones.
Vias e vetores de introduçãoEmbarcações.
Referências adicionaisNão
Proveniência e registro
Pessoa responsável pela análiseThiago Couto
VerificaçãoNão verificado
Data de publicação19/04/2021
Número da versão1
Origem da recuperaçãolegacy_yii_logs_and_public_pages