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Ficha de avaliação EICAT

Urochloa arrecta

(Hack.) Morrone & Zuloaga

MR · Alto

Avaliação histórica recuperada de registros do SIGEEI. A estrutura e os campos foram preservados; a confirmação permanece pendente.

Identificação e síntese

Nomes comunsbraquiária, capim-braquiária
Síntese dos impactosExclusão competitiva de espécies nativas, produção e acumulo excessivos de biomassa que reduzem a presença de nichos específicos às aves de áreas úmidas, influenciando no forrageio, na obtenção de abrigo e de locais para nidificação.

Taxonomia registrada

Classificação canônica recuperada da integração com o GBIF. O sistema explicita os níveis que a própria resposta do GBIF não informa.

ReinoPlantae
FiloTracheophyta
ClasseLiliopsida
OrdemPoales
FamíliaPoaceae
GêneroUrochloa
Bases de dados consultadasCABI Invasive Species Compendium,Base de dados Nacional (Instituto Hórus)

Avaliação de impactos

Há evidência de impacto ambiental?Sim

1. Redução no desempenho de indivíduos da biota nativa

Resposta: Sim

Mecanismos selecionados: (1) Competição

Evidências por mecanismo

Competição

The biomass and length of the native plants decreased with increasing biomass of the exotic species in both experiments, showing that the competition between U. arrecta and native species depends on the density of the exotic species. The root:shoot ratio of L. hexandra decreased with increasing U. arrecta biomass, but the opposite occurred for P. cordata. These results indicate that native species exhibit different strategies of biomass allocation when interacting with U. arrecta. The strong competitive effects of U. arrecta and the different responses of the native species help to explain the reduced diversity of native macrophytes observed in sites colonized by U. arrecta (Michelan et al. 2018).

Referências: Michelan TS, Thomaz SM, Bando FM and Bini LM (2018) Competitive Effects Hinder the Recolonization of Native Species in Environments Densely Occupied by One Invasive Exotic Species. Front. Plant Sci. 9:1261. doi: 10.3389/fpls.2018.01261

2. Declínio no tamanho populacional de espécie nativa

Resposta: Sim

Mecanismos selecionados: (1) Competição,(10) Impacto físico no ecossistema

Evidências por mecanismo

Competição

Parcelas com a presença de U. arrecta com riqueza até quatro vezes menor de espécies nativas em comparação com parcelas sem a presença de U. arrecta. Sete dos oito pontos estudados com invasão da espécie exótica não continham nenhuma espécie nativa. Os autores indicam que a grande biomassa da espécie invasora promove a exclusão competitiva das espécies nativas (Fernandes et al. 2013). Um efeito similar também foi demonstrado de forma experimental por Teixeira (2015). O mesmo foi observado por Carniatto et al. (2013) para peixes e plantas.

Impacto físico no ecossistema

Os ambientes monotípicos, formados pela U. arrecta, influenciaram negativamente a maior parte das aves de áreas úmidas registradas, possivelmente devido a alteração da estrutura física da vegetação. Áreas invadidas tinham riqueza e abundância menores do que áreas não invadidas. A alta densidade de caules e rizomas da espécie, na coluna d’água, reduz a presença de nichos específicos às espécies de aves de áreas úmidas, influenciando no forrageio, na obtenção de abrigo e de locais para nidificação (Leandro Jr. 2018).

Referências: Fernandes, Luiz Felipe Gonçalves, Teixeira, Mariana Carolina, & Thomaz, Sidinei Magela. (2013). Diversity and biomass of native macrophytes are negatively related to dominance of an invasive Poaceae in Brazilian sub-tropical streams. Acta Limnologica Brasiliensia, 25(2), 202-209. https://doi.org/10.1590/S2179-975X2013000200011 Leandro Jr, BT (2018) Influência da gramínea exótica invasora urochloa arrecta na composição de taxocenose de aves de áreas úmidas em ambiente lagunar no Sul do Brasil. UNESC. Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (CBI Bacharelado). 51 0. Teixeira, Mariana Carolina (2015) O sucesso da invasora Urochloa arrecta em diferentes contextos e seus impactos em um reservatório. Universidade Estadual de Maringá. Tese de Doutorado. 56 p. http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/5078

3. Extinção local de população nativa

Resposta: Sim

Mecanismos selecionados: (10) Impacto físico no ecossistema

Evidências por mecanismo

Impacto físico no ecossistema

Ao atingir valores extremamente altos de biomassa, U. arrecta eliminou completamente assembleias de peixes e plantas nativas no reservatório estudado (Carniatto et al. 2013).

Referências: Carniatto, N., Thomaz, S.M., Cunha, E.R., Fugi, R. and Ota, R.R. (2013), Effects of an Invasive Alien Poaceae on Aquatic Macrophytes and Fish Communities in a Neotropical Reservoir. Biotropica, 45: 747-754. https://doi.org/10.1111/btp.12062

4. Reversibilidade da extinção local após remoção do táxon

Resposta: Reversível

Mecanismos selecionados: (10) Impacto físico no ecossistema

Evidências por mecanismo

Impacto físico no ecossistema

Eliminação total de espécies nativas em apenas 1 local avaliado.

Referências: Carniatto, N., Thomaz, S.M., Cunha, E.R., Fugi, R. and Ota, R.R. (2013), Effects of an Invasive Alien Poaceae on Aquatic Macrophytes and Fish Communities in a Neotropical Reservoir. Biotropica, 45: 747-754. https://doi.org/10.1111/btp.12062

Regiões, confiança e referências

Países ou regiões com impactos mais severosBrasil
Locais de maior impactoReservatório de Rosana no Paraná, lagoa do Sombrio em Santa Catarina
Grau de confiançaAlta
Justificativa da confiançaEvidência restrita a duas regiões no sul do Brasil, porém de âmbito observacional e experimental e para três grupos biológicos
Vias e vetores de introduçãopastoreiro
Referências adicionaisnão

Proveniência e registro

Pessoa responsável pela análiseRafael Dudeque Zenni
VerificaçãoNão verificado
Data de publicação29/03/2021
Número da versão1
Editor da versão atualRafael
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