SIGEEI

EICAT ASSESSMENT SHEET

EICAT ASSESSMENT SHEET

Environmental Impact Classification for Alien Taxa

Urochloa mutica

(Forssk.) T.Q.Nguyen

CATEGORIA EICAT: MINOR (MN) - BAIXO

Possível alelopatia, acúmulo de necromassa combustível, competição com vegetação nativa, alteração de características físicas dos ecossistemas.

IDENTIFICATION AND CLASSIFICATION

Scientific name
Urochloa mutica
Autoria
(Forssk.) T.Q.Nguyen
Nomes comuns
admirable (Espanhol), angolinha (Português), bengo (Português), braquiária (Português), capim-angola (Português), capim-bengo (Português), capim-branco (Português), capim-das-ilhas (Português), capim-de-cavalo (Português), capim-de-corte (Português), capim-de-lastro (Português), capim-de-pará (Português), capim-de-planta (Português), capim-fino (Português), capim-planta (Português), egipto (Espanhol), erva-do-pará (Português)
Data da avaliação
31/03/2021
Avaliação
Global, independente de unidade de conservação
Resultado
MINOR (MN) - BAIXO

NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO

Kingdom
Plantae
Phylum
Tracheophyta
Class
Liliopsida
Order
Poales
Family
Poaceae
Genus
Urochloa

PROVENIÊNCIA E REGISTRO

Pessoa responsável pela análise
Rafael Dudeque Zenni
Verificação
Não verificado
Verificado por
Não informado
Data da verificação
Não informada
Data de publicação
31/03/2021
Número da versão
1
Editor da versão atual
Rafael

RESUMO DA AVALIAÇÃO EICAT

Confiança EICAT
Média
Justificativa da confiança
O impacto por alelopatia é inferido a partir de experimentos laboratoriais com L. sativa, pois não há testes em campo com a biota nativa. Foram encontrados trabalhos que não detectaram impactos da invasão de U. mutica em comparação com a comunidade nativa.
Países/regiões de maior impacto
Austrália
Locais de maior impacto
Norte da austrália
Espécies impactadas
Não informado
SÍNTESE DOS IMPACTOS

Possível alelopatia, acúmulo de necromassa combustível, competição com vegetação nativa, alteração de características físicas dos ecossistemas.

AVALIAÇÃO COMPLETA CONFORME O EICAT

As respostas, os mecanismos, as evidências e as referências abaixo preservam a estrutura da avaliação registrada no SIGEEI.

00. O táxon exótico causou impactos ambientais?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

01. O táxon exótico causou reduções no desempenho de indivíduos na biota nativa?

Resposta
Sim
Mecanismo(s)
(1) Competição,(6) Envenenamento / toxicidade,(10) Impacto físico no ecossistema
Evidência
Competição: Em estudo de regeneração natural em área de mineração abandonada, os autores encontraram que maiores coberturas de U. mutica estão correlacionadas com a menor cobertura de espécies nativas (Bayliss et al. 2006). Envenenamento / toxicidade: Extrato aquoso de folhas de U. mutica inibe o desenvolvimento de raízes de L. sativa em experimentos de laboratório (Chou & Young 1975). Impacto físico no ecossistema: In the dry season, there was evidence of adverse effects of para grass invasion on terrestrial invertebrates, but only compared with hymenachne. Mean richness and abundance in para grass were both lower than in hymenachne. This is due to the higher moisture content of hymenachne. In the wet season, there was evidence that para grass invasion would lead to reduced invertebrate biodiversity and abundance relative to Hymenachne, but not compared with wild rice. Para grass invasion will have variable impacts on terrestrial invertebrate richness and abundance depending on the grass communities that it displaces. While there may be no detectable changes where para grass displaces wild rice, where it displaces hymenachne, the changes will be great and this will likely have implications for other floodplain fauna (Douglas & Connor, 2004)
Referências
Bayliss, P., Bellairs, S. M., Manning, J., Pfitzner, K., Smith, H., Gardener, M., & Calvert, G. (2006, September). The impact of uncontrolled weeds on the rehabilitation success of Nabarlek uranium mine in Arnhem Land, Northern Territory. In Proceedings of the 15th Australian Weeds Conference, eds C. Preston, JH Watts and ND Crossman (pp. 305-8). Chou, C.H., Young, C.C. Phytotoxic substances in twelve subtropical grasses. J Chem Ecol 1, 183–193 (1975). https://doi.org/10.1007/BF00987867 Douglas, M.M., Connor, R.A. (2004) Effects of para grass (Urochloa mutica (Forssk.) T.Q.Nguyen) invasion on terrestrial invertebrates of a tropical floodplain. Fourteenth Australian Weeds Conference. http://caws.org.nz/old-site/awc/2004/awc200411531.pdf

02. O táxon exótico causou declínio no tamanho da população de alguma espécie nativa?

Resposta
Não
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

03. O táxon exótico causou a extinção local de pelo menos uma população de alguma espécie nativa?

Resposta
Não
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

04. A extinção local observada é reversível ou irreversível se o táxon exótico for removido?

Resposta
Nenhuma extinção registrada
Mecanismo(s)
Não informado
Evidência
Não informado
Referências
Não informado

INFORMAÇÕES ADICIONAIS DA AVALIAÇÃO

Vias de introdução/dispersão
Não informado
Comentários e informações adicionais
Não informado
Referências adicionais sobre impactos
Douglas, M.M. and O'Connor, R.A. (2003), Effects of the exotic macrophyte, para grass (Urochloa mutica), on benthic and epiphytic macroinvertebrates of a tropical floodplain. Freshwater Biology, 48: 962-971. https://doi.org/10.1046/j.1365-2427.2003.01072.x
Bases de dados consultadas
GISD,CABI Invasive Species Compendium,Base de dados Nacional (Instituto Hórus)
Comentários taxonômicos
Não informado

NOTAS DE INTERPRETAÇÃO PARA O SIGEEI

PRESENÇA NÃO É IMPACTO LOCAL

Esta ficha representa uma avaliação global da espécie. Ela não declara, por si só, que Urochloa mutica esteja estabelecida, invasora ou causando impacto em uma unidade de conservação específica. Essa distinção deve ser registrada separadamente pelos gestores e especialistas responsáveis pela unidade.

REFERÊNCIAS

  • Douglas, M.M. and O'Connor, R.A. (2003), Effects of the exotic macrophyte, para grass (Urochloa mutica), on benthic and epiphytic macroinvertebrates of a tropical floodplain. Freshwater Biology, 48: 962-971. https://doi.org/10.1046/j.1365-2427.2003.01072.x
  • Bayliss, P., Bellairs, S. M., Manning, J., Pfitzner, K., Smith, H., Gardener, M., & Calvert, G. (2006, September). The impact of uncontrolled weeds on the rehabilitation success of Nabarlek uranium mine in Arnhem Land, Northern Territory. In Proceedings of the 15th Australian Weeds Conference, eds C. Preston, JH Watts and ND Crossman (pp. 305-8). Chou, C.H., Young, C.C. Phytotoxic substances in twelve subtropical grasses. J Chem Ecol 1, 183–193 (1975). https://doi.org/10.1007/BF00987867 Douglas, M.M., Connor, R.A. (2004) Effects of para grass (Urochloa mutica (Forssk.) T.Q.Nguyen) invasion on terrestrial invertebrates of a tropical floodplain. Fourteenth Australian Weeds Conference. http://caws.org.nz/old-site/awc/2004/awc200411531.pdf

Financiamento: Projeto Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção - (GEF Pró-Espécies) Todos contra extinção. Componente 3 - Prevenção, detecção precoce e resposta rápida de espécies exóticas invasoras.

Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras
Brazilian National Strategy for Invasive Alien Species
GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção
GEF Pró-Espécies — Todos contra a extinção

Fonte da ficha: SIGEEI - https://sigeei.ufla.br